Adestrador de cães com amor e respeito desde 1992.

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Como tudo começou…

Mestre dos cães um apelido que surgiu pelos meus amigos de infância e ficou até hoje.

Em 1992, aos 14 anos de idade, conheci o Adauto, ex-sargento do Canil da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Na época ele precisava de um garoto para trabalhar no seu canil, fiquei muito feliz e me candidatei. Foi uma experiência muito boa. O canil loca cães de guarda para empresas, adestra cães de diversas raças, cria cães da raça Pastor Alemão, enfim, trata de cães de um modo geral.

Trabalhei na Trat Dog Ltda durante dois anos e nessa época, minha tia Zina me pediu para sair do emprego e arrumar outro melhor já que eu era bom aluno na escola e ela tinha outros planos para mim. Mas, mal sabíamos o que o futuro me reservava.

Eu amava o que fazia, porém, tinha que respeitar a decisão dela, que me criou, e comecei a procurar outro emprego. Mesmo empenhado na tarefa de conseguir um emprego, não abandonei minha paixão pelos animais, até que resolvi me dedicar inteiramente a essa profissão e provei para minha tia que esse seria o meu trabalho.

No final de 1994, ganhei um Pastor Alemão de oito meses chamado Luck, de um amigo que tem um pet shop no centro comercial de Alphaville, o Alpha pet. Foi o melhor presente que ganhei na minha vida.

Comecei a adestrá-lo, e logo ele apresentou ótimos resultados. Além de fazer comandos de obediência e ataque, sabia alguns truques, como procurar pessoas, coisas,   buscar o jornal, ir até a padaria buscar pão sozinho, etc.

Esse cão fez jus ao seu nome, “Luck”, que significa sorte.

Fiz alguns cartões de visita e os distribuí em aviculturas e pets da região onde morava e ainda moro – Freguesia do Ó – e, assim, iniciei minha carreira como Adestrador de Cães.

Em 1995, já havia conquistado uma boa clientela e as coisas começaram a melhorar, mas precisava de um meio  para atender a todos, foi quando conheci o Simões que acabara de fazer um curso com João Pereira, árbitro de provas de adestramento e proprietário do Canil Siborg. Decidimos, na época, fazer uma sociedade que durou um ano e foi tempo suficiente para trocarmos informações e técnicas. Uma delas era começar a assistir algumas competições de adestramento.  Interessei-me e comecei a participar de competições onde era exigida muita disciplina e técnica do adestrador.

Entre 1996 e 1997, participei de algumas provas nas categorias CA (Cão Adestrado) e CAB (Cão com Adestramento Básico) na APRO (Associação Paulista de Rottweiler), obtive boas pontuações, entre 95 e 96,5, com o cão Zeus de um de meus clientes. Eu não tinha um cão próprio.

Em 1998, decidi abandonar as competições. Havia percebido que apenas satisfazia o meu ego como adestrador e não supria as necessidades de meus clientes. Resolvi fazer alguns cursos e participar de seminários de adestramento. Um desses seminários foi com o Campeão Mundial de Adestramento, o alemão Dildei. Na época conheci muitos adestradores o que me deu a oportunidade de discutir técnicas de adestramento e aprimorar minha experiência.

Em 1999 começaram a surgir novas propostas para o adestramento de cães de pequeno porte, exigindo muita sensibilidade. Decidi então fazer um estudo do comportamento e psicologia canina. Li livros e artigos  de diversos etólogos e comecei a colocar em prática e a usar a minha criatividade. Logo os resultados começaram a aparecer.

Em 2002, conheci a Cristiane e a Mariko, proprietárias na época de um pet shop no condomínio COPAN, em São Paulo, Animania. Fizemos uma parceria que durou três anos. Adestrei dezenas de cães de pequenas raças.

Nossa filosofia era fazer com que os proprietários de cães entendessem e fossem entendidos, criando, assim uma interação cão-dono.  Para isso, escutava as reclamações dos donos dos animais e tentava resolver as queixas apresentadas. Conseguimos resolver muitos problemas de comportamento no tempo em que eu trabalhei lá.

Nessa época conheci um cliente que tinha feito, nos Estados Unidos, um curso para utilizar o Cliker (aparelho sonoro que emite um som curto que desperta a atenção dos animais). Ele me passou a técnica e meu trabalho se tornou ainda mais produtivo.

Participei de algumas aulas de Agility, na Sociedade dos Cães Pastores Alemães no Parque do Ibirapuera, aprendendo o básico.

Em 2008, fiz um curso de Agility e Show Dog com Glauco Lima e Samir Abu Laila (campeão mundial de Agility), mais uma experiência muito boa.

Nesses 20 anos de trabalho com os cães, adestrei centenas de animais para diversas finalidades e  com os cursos e técnicas  que aprendi acabei desenvolvendo um estilo de adestramento próprio com técnicas baseadas em recompensa  positiva preservando a integridade física dos cães e os enxergando como indivíduos diferentes entre si mesmo quando da mesma raça. Cada um deve ser trabalhado de maneira diferente para  se alcançar bons resultados.

“A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma.” (John Ruskin)

Obrigado por sua visita.

Daniel Gregório

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